Designer Cria Mobiliário e Obras de Arte com Destroços de Tufão Filipino Designer Cria Mobiliário e Obras de Arte com Destroços de Tufão Filipino Designer Cria Mobiliário e Obras de Arte

Designer Cria Mobiliário e Obras de Arte com Destroços de Tufão Filipino

MANILA (Reuters) - Um jovem designer da Costa Rica está transformando a devastação em oportunidade um ano depois que o tufão mais devastador já registrado assolou as Filipinas.

Bernardo Urbina, de 26 anos, vivia na cidade de Cebu quando o tufão Haiyan arrasou com o centro das Filipinas em novembro passado, arrastando muito do que estava em seu caminho com arremetidas semelhantes às de um tsunami e expulsando cerca de 4 milhões de pessoas de suas casas.

Urbina viajou a Tacloban, a cidade costeira mais atingida, e começou a comprar destroços e restos de madeira dos moradores para retransformá-los em peças de móveis e obras de arte.

“Não foi só um tronco que pegamos e convertemos em mobília… alguém foi o proprietário daquele destroço, daquela cabeceira, daquele batente de porta. E nós aprimoramos o material e lhe demos um novo uso para aumentar seu valor”, disse Urbina à TV Reuters.

Cada uma das peças únicas de Urbina conta uma história. Um andador de criança virou uma mesa de café, e pedaços de madeira descartados de árvores tombadas encontraram uma nova função como apoio de copos.

Urbina apresentou sua primeira coleção em Cebu em setembro, atraindo compradores interessados em peças com preços entre 400 e 980 dólares. Uma segunda coleção foi exibida em Manila no mês passado.

Ele também expôe fotos dos moradores de Tacloban que eram proprietários da casa ou o item que deram origem aos destroços.

O designer afirmou que irá dar 10 por cento do lucro de cada peça da linha de móveis 'Tacloban Prevails' (Tacloban Pravalece) aos sobreviventes do tufão dos quais adquiriu a matéria-prima de suas criações.

“Não é só uma empresa de móveis, é mais como um sistema que cria uma ponte de comunicação entre o usuário final e os filipinos afetados atr

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    O show, com direção de Elísio Lopes Jr., terá outras três edições até 3 de fevereiro e todas com convidados especiais. A cada apresentação, os quatro cantores dividem a cena com importantes blocos afros da Bahia. O primeiro será o Cortejo Afro. Para fechar a noite, tem ainda a Orquestra de Câmara de Salvador, com regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca.

    “Toda vez que eu vou para a Bahia eu recebo presentes legais, como este (do Pérolas Mistas). Eu posso dizer que é um privilégio fazer parte de um projeto tão rico e complexo que envolve uma equipe tão grande. Temos figurinistas, cenografia, a própria orquestra, tudo sendo preparado com muito carinho, tanto que o show só vai ocorrer na próxima semana e eu já estou em Salvador desde quinta-feira”, diz Ellen Oléria, 31 anos.

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    Espetáculo
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    “Muitos artistas entram em cena sem cenário, com a roupa que trazem de casa. Rola uma falta de apuro estético. Brown vem na contramão disso. A gente passa meses discutindo os projetos e o Pérolas é o ápice disso. Fora isso, o Pérolas destaca a música negra de raiz, dá a percussão o espaço de merecimento dela. No show, trazemos isso para primeiro plano, com nobreza”, define Elísio.

    “A utilização sinfônica para clássicas melodias ouvidas nas ruas da Bahia com seus tambores esclarece o legado de grandes cancioneiros que se escondem atrás dessa rítmica tribal e pop. Basta dizer que o maior intérprete de todos os tempos do segmento afrobloco é Lazzo Matumbi. Ele está. E ter Mariene de Castro é um outro alento de alguém que nunca corrompeu a canção por nenhuma ideia mercantilista. Ellen Oléria vem coroar tudo isso com seu violão e canto forte. Ela mesma nos diz quanto toda essa poesia a influenciou no seu início de carreira. “Pérolas”, pontua Brown, 52, idealizador do projeto.

    “Ter Elísio Lopes Jr. como diretor deste espetáculo, Renata Mota na cenografia e o figurino do estilista Ismael Souddam me provoca uma segurança gigante no meu desejo de colaborar com algo que salvou a minha vida, que é a cultura. Por isso, derramaremos canções. Mais uma vez, por causa de você”, exalta o Cacique do Candeal, a quem Ellen é só elogios.

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    Instrumental
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    Outros palcos
    Além dos shows principais, a programação do Festival conta com 32 artistas de música, teatro e dança, que se apresentam em três palcos menores, das 14h às 18h. Mas quem quiser chegar mais cedo poderá curtir performances na rua, a partir das 10h.

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